terça-feira, 19 de março de 2013

Conversas de serão #8

Depois do mais mísero jantar (a carne estava tão má que foi directinha para o lixo) o J. vira-se para mim e diz: "Queres vir tomar banho comigo?"

Eu: Com este frio, naquela casa de banho, é impossível...

Ele: Está bem! Tu é que sabes! (Despe-se todo à minha frente, no meio da sala, e "marcha-se" para o banho!)

Eu (em pensamento): Ah, que grande sacana!

Cafezinha

domingo, 17 de março de 2013

Não tem sido fácil passar por aqui. O trabalho aumenta, aumenta, aumenta e a vontade de estar ao computador nas horas livres não é a maior. Ainda para mais, hoje voltei (por especial favor) ao modo cafezinha, literalmente. Passei a manhã a servir cafés e a dar uma mãozinha no sítio onde trabalhei em tempos. É impressionante como, em mais de um ano, nada mudou: as mesmas pessoas, às mesmas horas, com os mesmos pedidos.

Estou meio que estafada e tanto, tanto para e por fazer. Vou tentar organizar as ideias e fazer um esboço para um possível estudo que tem de estar pronto dentro de um mês. Não vai ser pêra doce!
Os fins-de-semana sabem a (tão) pouco!

Cafezinha

terça-feira, 12 de março de 2013

"fazer cocó"

É um tema um bocado "merdoso", literalmente, para se reflectir mas, percebi que há algo comum em muitas relações.
No início é como se nenhum dos dois o fizesse. Depois, a pouco e pouco, o assunto vai surgindo como que a medo e com alguma vergonha. A partir de um dado momento, é quase a prata da casa e não há casal que não faça disso galhofa e diversão. Estou mesmo a falar de "fazer cocó".

Conclusão, falar de cocó é um indicador do tempo de duração de uma relação.

Cafezinha

Preparem-se

Depois de mais uns dias de desaparecimento (causado pelo trabalho infinito regressei. Não trago a melhor história nem um relato de um dia perfeito mas, no final, até não correu mal.
Ontem, depois de um dia a mil decidi ir ter com o J. Esperavam-me cerca de 60 km e aproveitei para meter em dia a conversa com uma amiga que vive longe (ma petite caganite). Falámos durante os primeiros quase 30 km até que me vi obrigada a desligar pois precisava de meter gasolina.
Pousei a carteira ao lado da bomba e, após ter feito o pré-pagamento e abastecido, segui caminho. 
(...horas depois...)

Eu: Eu pago o café!
J.: Não, eu pago!

Depois de duas ou três insistências, ele cedeu. Eu meto a mão à mala e CADÊ A CARTEIRA? Bem, a partir daí montou-se todo um teatro. Ele foi ir à esquadra, ele foi avisar a minha mãe pois tinha ficado com um cartão dela, etc. etc. etc.
O dia de hoje adivinhava-se infernal. E foi. Foi pior que isso.
Eu, sem qualquer documento, completamente anónima, passei horas esquecidas no registo civil para tratar do cartão de cidadão. Depois, fotografias tipo passe e carta de condução - mais duas horas! (Ia-me dando um fanico quando percebi que tinha 30 pessoas à frente na fila) Somem-lhe mais três idas ao BES para entregar papéis e anular/renovar cartões, companhia de seguros, etc. e tal. 20 euros que me caíram do bolso pelo caminho (não tinha carteira!) e mais 60 euros gastos em renovações de documentação.
Cheguei a casa por volta das cinco da tarde e 80 euros mais podre (ainda me espanta como é possível). Sentei-me no sofá e eis que 3 minutos depois tocam à campainha.

Preparem-se: era a alma que ontem, às dez da noite, encontrou a minha carteira caída na bomba de gasolina! 
Fiquei contente pela carteira, é gira gira. Mas mal acredito no dinheiro e tempo que perdi! "Só eu e Deus...", como diz uma colega minha...

Cafezinha

terça-feira, 5 de março de 2013

Pensamentos

A Pipoca falou em depressão, falou na importância de pedir ajuda. Eu, dou a mão à palmatória, como psicóloga e, sobretudo, como pessoa singular que, muitas vezes pondera pedir essa ajuda.
Sei que não estou com uma depressão. No entanto sei que sou uma pessoa fatalista, pessimista, que com muita facilidade descamba para o lado do desespero. Porquê? Não sei... Objectiva e racionalmente, não tenho razões para isso. Tenho um namoro fantástico, tive trabalho mal terminei o mestrado (na área da investigação, que sempre foi uma das áreas prediletas), tenho o tudo o que necessito... A verdade é que há dias que, sem mais nem menos, abate-se sobre mim uma tristeza sem tamanho. A motivação foge, a capacidade de apelar ao lado mais racional não consegue impor-se, o desespero sem fundamento instala-se. Não há palavras (do J., que é quem me atura mais nestes dias) que me preencham, que me dêem ânimo, que me façam sair dessa apatia geral.
Depois, do nada, vai voltando uma energia aos poucos... Trazida por uma voz interior que me faz crer no amanhã, que me faz ver que os esforços não são em vão. E de um momento para o outro sinto-me quase frenética, cheia de força... 
Neste momentos raça-me no pensamento equacionar um quadro mais bipolar do que exclusivamente depressivo...

Enfim... Isto tudo para dizer que, talvez a profissão me ajude a interpretar certos sentimentos, a racionalizar certas emoções, a ultrapassar certos dias... Mas há dias maus. 

Hoje foi um dia bom, o trabalho correu bem, acima das expectativas... Isto, depois de um serão muito depressivo e angustiante, onde parecia não haver caminho (para a frente).

Por vezes pergunto-me, não será normal uma pessoa sentir-se perdida quando uma das áreas em que mais investe não corre como sempre sonhámos? Parece-me razoável. Não me parece normal ultrapassar essa mesma linha, a do razoável. Talvez eu leve a vida demasiado a peito, com expectativas altas... Contudo, não me faria sentido se de outra jeito fosse. Por vezes, esta forma de ser tem um preço muito elevado...

Cafezinha

segunda-feira, 4 de março de 2013

Já me rio para não chorar! 
Pior do que começar a semana com o pé esquerdo é começar a semana com a seguinte situação: depois de 600 euros numa embraiagem na semana passada, hoje pego no carro e puff! A bateria foi-se...
Vá de chamar a assistência em viagem, vá de esperar uns bons 40 minutos, vá de deixar o carro na oficina e preparar-me para pagar mais 100 euros na maldita...

E agora, para não estar com lamentos, vamos ao trabalho que assim é que é bom! Cof Cof...

Cafezinha

sexta-feira, 1 de março de 2013

Nem acredito que esta semana louca chegou ao fim! Já não tenho idade para estas coisas. Dias a fio, ou melhor, noites, noites, sem dormir. Nem quero pensar quando chegar aos trinta!

Cafezinha